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Localizado na cidade de Piaçabuçu, a 140 km de Maceió, é um dos mais belos passeios onde se desce o Rio São Francisco de barco até o encontro com o mar. Passeio de forte apelo ecológico e exótico, com extensas faixas de areias finas que formam as inúmeras dunas móveis, onde são encontradas formações de cordões litorâneos que servem de habitat temporário de várias espécies de aves, sendo considerada área de preservação das tartarugas marinhas e das aves migratórias. Dizem que o “Velho Chico” é um “mar” de água doce. O Velho Chico, como é carinhosamente chamadoterceiro maior rio do país, está na moda. A cada dia mais e mais brasileiros e estrangeiros acorrem ao trecho final de sua extensa trajetória de quase 2 897 quilômetros (o chamado baixo São Francisco, entre os estados de Alagoas, Sergipe e Bahia), atraídos pela beleza e pela história preservadas dentro e fora de suas águas. Se no passado, o Velho Chico sustentou a unidade nacional, ao facilitar a circulação de riquezas entre o centro-sul e o nordeste, hoje desponta como um dos grandes programas de turismo ecológico e de aventura no interior do país. O São Francisco é, literalmente, coisa de cinema. Nos últimos anos, duas produções brasileiras – os filmes Deus é brasileiro e Espelho ´água – levaram para as telas a opulência de suas paisagens e mitos, aguçando ainda mais o desejo por conhecê-los. O cânion na região da hidrelétrica de Xingó é só o ponto culminante de uma seqüência de encantos que ocorrem entre Paulo Afonso, na Bahia, e o delta do rio, quase 300 quilômetros adiante. No rio das carrancas, relicário de lendas e tradições, quase tudo deslumbra num percurso em que passado e presente, realidade e fantasia se fundem a favor da tranqüilidade e do prazer. A abundância do delta e suas ilhas misteriosas, abrigo de remanescentes de antigos quilombos…

Piaçabuçu, de onde zarpam barcos e catamarãs para o passeio no delta, é uma atração à parte. A foz do Velho Chico é um cenário de morros e mangues, coqueirais e roças e de uma apoteose de barquinhos de velas quadradas, típicas da região. Em suas 13 ilhas, muitas usadas para o plantio, quase não se vê pessoas e pelo menos uma delas guarda mistérios que os guias locais costumam valorizar. Trata-se da ilha do Pixaim, habitada por uma pequena comunidade de negros, semi-reclusa, que no passado teria sido um dos quilombos de Alagoas. “Quando eu era jovem, gostava de ir ao Pixaim para namorar e participar dos batuques dos negros”, diz Milton Costa dos Santos, 73 anos, um ex-pescador de Piaçabuçu que hoje ganha a vida transportando e contando histórias para turistas em seu barco a motor. A rotina no Pixaim ainda é preguiçosa sob taperas de palha, mas a presença de estranhos nem sempre é bem-vinda.

Delta do São Francisco

Postado em 5 jul 2012 | Categoria: Conheça Sergipe | Visualizações: 5.958 views | 0 comentário

Localizado na cidade de Piaçabuçu, a 140 km de Maceió, é um dos mais belos passeios onde se desce o Rio São Francisco de barco até o encontro com o mar. Passeio de forte apelo ecológico e exótico, com extensas faixas de areias finas que formam as inúmeras dunas móveis, onde são encontradas formações de cordões litorâneos que servem de habitat temporário de várias espécies de aves, sendo considerada área de preservação das tartarugas marinhas e das aves migratórias. Dizem que o “Velho Chico” é um “mar” de água doce. O Velho Chico, como é carinhosamente chamadoterceiro maior rio do país, está na moda. A cada dia mais e mais brasileiros e estrangeiros acorrem ao trecho final de sua extensa trajetória de quase 2 897 quilômetros (o chamado baixo São Francisco, entre os estados de Alagoas, Sergipe e Bahia), atraídos pela beleza e pela história preservadas dentro e fora de suas águas. Se no passado, o Velho Chico sustentou a unidade nacional, ao facilitar a circulação de riquezas entre o centro-sul e o nordeste, hoje desponta como um dos grandes programas de turismo ecológico e de aventura no interior do país. O São Francisco é, literalmente, coisa de cinema. Nos últimos anos, duas produções brasileiras – os filmes Deus é brasileiro e Espelho ´água – levaram para as telas a opulência de suas paisagens e mitos, aguçando ainda mais o desejo por conhecê-los. O cânion na região da hidrelétrica de Xingó é só o ponto culminante de uma seqüência de encantos que ocorrem entre Paulo Afonso, na Bahia, e o delta do rio, quase 300 quilômetros adiante. No rio das carrancas, relicário de lendas e tradições, quase tudo deslumbra num percurso em que passado e presente, realidade e fantasia se fundem a favor da tranqüilidade e do prazer. A abundância do delta e suas ilhas misteriosas, abrigo de remanescentes de antigos quilombos…

Piaçabuçu, de onde zarpam barcos e catamarãs para o passeio no delta, é uma atração à parte. A foz do Velho Chico é um cenário de morros e mangues, coqueirais e roças e de uma apoteose de barquinhos de velas quadradas, típicas da região. Em suas 13 ilhas, muitas usadas para o plantio, quase não se vê pessoas e pelo menos uma delas guarda mistérios que os guias locais costumam valorizar. Trata-se da ilha do Pixaim, habitada por uma pequena comunidade de negros, semi-reclusa, que no passado teria sido um dos quilombos de Alagoas. “Quando eu era jovem, gostava de ir ao Pixaim para namorar e participar dos batuques dos negros”, diz Milton Costa dos Santos, 73 anos, um ex-pescador de Piaçabuçu que hoje ganha a vida transportando e contando histórias para turistas em seu barco a motor. A rotina no Pixaim ainda é preguiçosa sob taperas de palha, mas a presença de estranhos nem sempre é bem-vinda.

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Para: Delta do São Francisco